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ALGUMAS CRÍTICAS SOBRE A CRÍTICA


1 – Fazer um filme dá muito trabalho, exige tempo e bastante dedicação de muita gente. Por isso, o crítico tem muita responsabilidade sobre o que escreve. Não é indicado “destruir” um filme que levou anos para ser realizado em poucas linhas de um texto. Críticos que “destroem” filmes, aliás, costumam lançar mão de análises impressionistas, baseadas principalmente em seu próprio gosto. Esse tipo de análise pode ser perigoso. Por outro lado, o crítico não pode censurar suas ideias e conclusões só porque “foi muito trabalhoso para o realizador fazer tal filme”. É preciso ser cuidadoso sem ser condescendente. A crítica construtiva é sempre bem-vinda.

2 – Os meios de comunicação de grande circulação, como jornais e revistas, são importantes veículos para a difusão da crítica cinematográfica. No entanto, o espaço dedicado a maiores reflexões críticas tem diminuído nesse tipo de imprensa. A “cotação” dos filmes (número de estrelinhas, bonequinhos aplaudindo ou dormindo) tem bastante destaque. É interessante observar essa “cotação”. Mas é importante buscar análises mais aprofundadas. Por falta de espaço nessas mídias, a crítica cinematográfica mais completa está migrando para a Internet.

3 – A crítica deve ser utilizada como complemento às impressões do espectador de cinema. Nunca como verdade absoluta ou como guia para definir a que filme assistir ou não assistir. O filme é uma obra de arte. E, como toda obra de arte, oferece um imenso leque de interpretações e reflexões. Sempre vale a pena ver um filme. Sempre vale a pena ler uma crítica para concordar ou discordar, para refletir sobre o filme que se viu ou que se vai ver.




Texto: Henry Grazinoli
Consultoria de Conteúdo: Ricardo Calil